segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Da série: 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 41
41*. Inseparáveis
Deve ser muito difícil para um homem viver sem sua alma
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Da Série: 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 40
40*. Declaração de Amor
Você devolveu a minha vida acabando com ela
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
**siga-me: www.twitter.com/glausantinello
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quero
** no dia 6 de novembro, a partir das 19h, vai rolar um debate com o “Supla pai”, o jornalista Eugênio Bucci (amo) – com mediação do professor Jaime Pinsky, em São Paulo. Onde: na livraria Cultura da Avenida Paulista, 2073. O tema é “liberdade de expressão em Cuba”.
** só que, a quarta e principal participante não está confirmada. É a Yoani Sánchez, autora do recente livro “De Cuba, com carinho” publicado pela editora Contexto. Autora do blog: www.desdecuba.com/generaciony, ela foi convidada pela editora a vir no Brasil para o lançamento de sua obra, mas ainda não recebeu resposta definitiva das autoridades cubanas. [acompanha a história pelo blog. Ta tudo lá]
** mas, mesmo se for impedida de participar pessoalmente do debate de lançamento de seu livro, Yoani estará presente por meio de um depoimento gravado em vídeo. Além disso, poderá falar por telefone. Isso, claro, dependerá das condições de comunicação. Os cubanos não têm acesso à internet em suas casas e a qualidade das telecomunicações é precária...
** entrada é franca.
Um pouco de:
De Cuba, com carinho
“A crise econômica em Cuba obrigou-nos a encontrar substitutos para quase tudo, inclusive os cosméticos. Nos anos 1990, a graxa de sapatos foi usada para realçar as pestanas, o detergente para limpeza converteu-se em xampu e o vinagre em condicionador”, relata Yoani sobre o cotidiano cubano.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Da série 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 39
39*. SMS
Vontade de te cheirar
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
carta de separação
É tudo. Menos amor. Deve ser uma nesga de uma migalha qualquer que você dá nome de sentimento. Mas não é. Você não sabe nem o que é isso. E não sabe o que é o amor. O amor não consome o outro. Não engessa o riso. Não finge estabilidade e nem gozo. O amor não destrói. Não estressa. Não expõe os nervos. Não expõe. Não sufoca. O amor não deixa dúvidas. Não existe cobrança ou ameaça quando você ama alguém. Amor não destrói família. Não impõe desejos. Não há imposição. O amor não controla a respiração e muito menos a conta bancária. Não existe monólogo no amor e você não entende. Você fala de amor, você fala excessivamente, mas não sabe nada. Você simplesmente não sabe de nada. Não sabe que o amor não é novela. Não é ditado. Amor não se compra. Você não pode me comprar. Amor não enche só barriga. Alivia a alma. Mas você não sabe. Você perde o seu tempo esbravejando e arquitetando, besteira. Cada amor tem uma história. Você luta de forma insana para ter uma, mas você nunca vai ter, porque, honestamente, você não sabe o que é o amor. Adeus.
***
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la"
[Cecília Meireles]
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
pé na Estrada - vamos?

Essa foto é de Mike Brodie - um americano nascido na Florida em 1985. Quando fez 18 anos, ele jogou uma mochila nas costas, ganhou uma Polaroid de uma amiga (hoje fotografa com uma Nikon F3) e saiu por aí clicando os viajantes empoeirados, “squatters” e habitantes da estrada que encontrou pela frente. Essa foto é uma delas. E eu acho M A R A V I L H O S A, a mais linda de todas que o garoto fez. A imagem me transmite uma sensação de liberdade tremenda. Pois é...
- Vambora?
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
mulherzinha de all star
Pequena mulherzinha de tênis all star. Já concluiu o mestrado, mas é tão pequena. Como uma colegial, daquelas tímidas que sentam na última carteira da sala de aula por teimosia. Talvez por um impulso em ser “cool” um tanto quanto [e muito] reprimido. Ela sabe que é tímida e pequena e até mesmo um pouco sem jeito. Ela tem olheiras fundas, usa all star e bolsa jeans desgastada com muitos livros bacanas para a leitura no intervalo das aulinhas chatas.
Ai. Mas ela já é mestre.
E escreve desenfreadamente em um caderno de 200 folhas. Linha por linha, em uma velocidade frenética que nem se sabe como os dedos conseguem acompanhar o turbilhão de pensamentos. Ela consegue escrever com o ônibus em movimento e seus dedos continuam firmes, as letras bem fortes nas linhas da página do caderno.
Eu estava ao lado dela. E percebi. E não resisti. Fiquei tão curiosa e, de rabo de olho, consegui ler algumas letras, palavras e frases completas! Ela sofre por uma separação. E fiquei tão comovida.
A separação é um bicho que te come viva.
[E você só pensa em porque o dia insiste em nascer...]
***
Ela sofre e, de certa forma, eu sofro por ela. Mas passa. “Tudo passa, o que não passa se perde na fumaça”. Achava essa frase tão idiota. Mas sei que ela faz um puta de um sentido. E quando tudo passa e se perde para nunca mais:
- a gente brinda! MAS SÓ SE FOR AOS PULOS!
...
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
vicinal Carlos Gomes - parte I
Sem Pedágio
Prefeito de Jaguariúna pretende
eliminar pedágio até final de 2010
O prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), pretende abolir o pagamento da tarifa de pedágio aos moradores cujos veículos tenham placas de Jaguariúna e Campinas. Atualmente, o jaguariunense que precisa ir para Campinas e vice-versa paga R$ 7,60 (na ida e na volta) de taxa na Praça de Pedágio instalada na rodovia SP-340, na altura do km 123.
O projeto do prefeito é instalar uma “praça alternativa” na vicinal Carlos Gomes – que liga Jaguariúna a Campinas – até o final de 2010.
“A licitação da pavimentação nos nove quilômetros da vicinal – sendo quatro pertencentes a Jaguariúna e cinco a Campinas – será feita em agosto. A previsão é que a obra esteja concluída em oito meses. Depois desse período eu vou instalar uma praça de pedágio em terras municipais. Ano que vem começo a construção”, afirmou Reis.
Segundo ele, por essa “praça alternativa” serão liberados veículos com placas de Jaguariúna e Campinas. Já para veículos de outras localidades, incluindo caminhões, será cobrado o mesmo valor que é praticado pela concessionária que atualmente administra a rodovia SP-340.
“A minha idéia não é transferir o fluxo de veículos para a vicinal, principalmente os de alta carga que tem disponível duas e três pistas na rodovia principal”, explicou. “Pretendo que as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) tenham livre circulação entre elas e evitar que o cidadão da região pague um preço muito elevado de tarifa praticado atualmente”, completou.
Na RMC, Reis também lidera o projeto de modernização das estradas vicinais de toda a região. O assunto foi discutido em reunião com os prefeitos da região, realizada no último dia 19, em Cosmópolis. A idéia desse projeto é que o Estado libere os recursos e as cidades assumam a responsabilidade da manutenção. Na região, a vicinal Carlos Gomes é o principal alvo. “Além de eliminar o pedágio entre as duas cidades, quero investir naquela região com um apelo turístico, construindo uma ciclovia”, disse Reis.
REVISÃO
Reis comentou ainda que, paralelamente a construção da “praça alternativa”, ele vai continuar cobrando da Secretaria Estadual de Transportes a revisão da tarifa do pedágio na rodovia SP-340. “Já estive em audiência com o secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, solicitando uma nova Praça de Pedágio em outro trecho da rodovia como alternativa para baratear a tarifa de pedágio em Jaguariúna, já que é um dos preços mais altos do Brasil”, lembrou.
Para ele, a redução da tarifa é um dos pleitos da população de Jaguariúna e da região que utiliza a rodovia, que é uma importante via que liga a região de Campinas ao Circuito das Águas e também a Minas Gerais. Ainda de acordo com Reis, o secretário de Transportes prometeu que a tarifa do pedágio em Jaguariúna deverá ser reavaliada.
“A redução da tarifa é um benefício que alcança não só o usuário da estrada, mas toda a população de Jaguariúna. O preço do pedágio interfere no frete das mercadorias, no preço do transporte coletivo e é também um dificultador na atração de novas empresas”, finalizou o prefeito.
* reportagem publicada na Gazeta. (23/05/09)
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vicinal Carlos Gomes - parte II
Impasse
Conselho da APA envia ofício ao DER para
suspender asfalto na vicinal Carlos Gomes
Conselho da APA impede asfalto e pede ao DER a suspensão de investimento na vicinal; para o prefeito de Jaguariúna, a notícia é vista como “surpresa”, mas acredita que o seu projeto não irá afetar as características da estrada
A estrada vicinal Carlos Gomes, que liga Jaguariúna a Campinas, não pode ser asfaltada por pertencer a uma Área de Preservação Ambiental (APA). A alegação é do Conselho Gestor da APA de Campinas (Congeapa) que enviou ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) um ofício para evitar que sejam feitos investimentos do programa de pavimentação das vicinais do Governo do Estado no local, conforme havia anunciado o prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), em maio deste ano.
“Essa notícia é uma surpresa”, comentou Reis que, ao lado de seu vice, Israel Pereira (PT), indagam a questão levantada pelo Congeapa no momento em que a abertura da licitação dos novos projetos, incluindo o da pavimentação nos nove quilômetros da vicinal – sendo quatro pertencentes à Jaguariúna e cinco a Campinas – seria feita neste mês de agosto. “É, no mínimo, estranho. Mas, em primeiro lugar, vou pesquisar a fundo essa informação porque, sinceramente, eu não tinha conhecimento”, falou Reis.
Desde o início de seu mandato, Reis levantou uma bandeira: a de instalar uma praça de pedágio na vicinal Carlos Gomes após a pavimentação. Segundo ele, por essa “praça alternativa” seriam liberados veículos com placas de Jaguariúna e Campinas para que os moradores dessas duas cidades não precisassem pagar o pedágio na Rodovia Adhemar de Barros (SP-340), e evitando que a vicinal seja utilizada como rota de fuga. A distância entre os dois municípios é de, aproximadamente, 20 quilômetros, mas o jaguariunense que precisa ir para Campinas e vice-versa paga R$ 7,90 (na ida e na volta) de taxa de pedágio.
No entanto, a presidente do Congeapa, Giselda Person, explicou que o asfaltamento é proibido por Lei porque provocaria danos ao meio ambiente em área de preservação ambiental. No ofício enviado ao DER, em 03 de junho deste ano, foi comunicado a existência da Lei nº 10.850, de 07 de junho de 2001, que criou a APA do município de Campinas, regulamenta o uso e ocupação do solo e o exercício de atividades pelo setor público e privado.
No item IV do artigo 74, que foi alterado pela Lei 12.575, de 08 de junho de 2006, define: “preservar as demais vicinais existentes nas mesmas condições atuais, em caminhos de terra, em toda região da APA, salvo algumas melhorias na pavimentação do leito carroçável a serem definidas pelo Conselho Gestor da APA”.
“É possível utilizar os recursos do Governo do Estado e melhorar a pavimentação da vicinal, mas sem o asfaltamento, que preserve as características da estrada e preserve o meio ambiente da localidade”, explicou Giselda. “A estrada já é utilizada como desvio do pedágio. O asfalto vai provocar um movimento maior, principalmente de caminhões. Os riscos de atropelamentos dos animais vão ser ampliados, provocando danos à fauna e à flora”, completou.
A presidente do Congeapa também citou uma Ordem de Serviço nº 634, de 17 de julho de 2008, assinada pelo prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), que proíbe a implantação de loteamentos, parcelamentos de solo, condomínios horizontais e asfaltamento de sistemas viários no âmbito da APA. Citou também a Resolução Conama nº 13/90 que, em seu artigo 2º diz que “nas áreas circundantes das unidades de conservação, num raio de dez quilômetros, qualquer atividade que possa afetar a biota, deverá ser obrigatoriamente licenciada pelo órgão ambiental competente”.
Giselda disse ainda que as cidades de Campinas e Jaguariúna estão inseridas na APA Estadual Piracicaba/Juqueri-Mirim que define a preservação ambiental na área II. “O município de Jaguariúna está dentro de uma APA Estadual. O prefeito deveria se preocupar um pouco mais com a questão ambiental no município que ele faz a gestão”, afirmou.
PREFEITO
Gustavo Reis disse que o meio ambiente sempre foi uma preocupação de seu governo. Falou também que o seu projeto não é o de tornar a vicinal em uma rodovia de alta velocidade, mas sim a de transformá-la em um caminho turístico. “Gostaríamos de fazê-la uma estrada turística e não uma estrada de rodagem para o trafego pesado. Sabemos que é uma estrada bucólica que resgata a história do bairro e de Jaguariúna. Queremos que ela tenha canteiros floridos, ciclovia. Um caminho ecológico que permita que um cidadão de Jaguariúna e Campinas possa adentrar, sem ter que pagar taxa”, afirmou Reis.
O seu vice emendou a resposta, dizendo que o ideal seria um debate. “Todos os envolvidos no assunto, principalmente os moradores do bairro Carlos Gomes, precisariam participar de um debate amplo”, acredita Israel.
A reportagem da Gazeta entrou em contato com o diretor da Divisão Regional de Campinas do DER, Cleiton Luiz de Souza, mas foi informada que ele está de férias e só retorna na próxima semana. Como alternativa, a reportagem tenta, desde o dia 06 de julho, alguma informação sobre a vicinal Carlos Gomes junto à Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Transportes, mas não obteve respostas até o fechamento desta edição.
* reportagem publicada na Gazeta. (01/08/09)
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Do prazer
Carolina não se lembra bem. Acha que tinha 12 ou 13 anos, no máximo 14. O que ela realmente lembra é que, nessa época, dividia o quarto com a louca da sua irmã. E era uma missão impossível lutar por espaço no guarda-roupa. Quase inútil lutar pela privacidade com aqueles amigos hippies e namorado maluco que invadiam o lugar e suas fumaças. Carol, hoje com seus atuais trinta e poucos anos, se lembra daquele pôster do Raul Seixas do lado da cama. Ela acredita que é por isso que não gosta do Raul Seixas. Uma certa ânsia daquele violão frouxo e daquele olhar... Ler antes de dormir era briga na certa. “Apague essa luz, estou com sono”. Escândalo junto ao pai. A luz apagada e a insônia instalada. Saco. Será que é coisa de irmã mais velha ser mandona e ser muito louca? “Mas como ela consegue ser hippie ao mesmo tempo?” Enfim... Tinha ainda as falações noturnas que deixavam Carolina apavorada. Dormindo, a sua irmã sentava na cama por horas durante a madrugada. Seus livros escolares empoeirados embaixo da cama. Sem espaço. Sem ar. Sem privacidade. Sem calma. Sem dormir. Sem ler. Assim não dava. Dividir quarto com irmã mais velha louca, sonâmbula e egoísta? Carol precisava fazer alguma coisa. Ela queria o seu espaço a qualquer custo. E, no seu próximo aniversário queria de presente de seu pai, móveis. Ele lhe daria os móveis para o quarto, mas ela tinha a missão de desativar um quartinho entulhado com armários velhos, cadeiras frouxas, brinquedos, sapatos. Mãos a obra. Ficou o ano todo se livrando das tralhas e, finalmente, os móveis chegaram. Ela queria colchão de mola, cama de ferro, armário embutido em toda a parede, escrivaninha, cadeira, estante para os livros. Tudo. Ganhou o colchão, a cama, um criado mudo e o armário embutido. Já estava no lucro. “Ai, finalmente!” Mas não foi bem assim, porque o seu avô adoeceu. Ficou muito doente e foi morar em sua casa. No seu quarto. No seu quarto novo. Preparado especialmente. Todo alvo. Branco. E assim foi. Por vários meses o vovô ocupou o lugar. Acabou se acostumando, a dor que o avô sentia era maior que tudo, não poderia competir, também não queria competir. Só uma tristeza em dose dupla, sem gelo. Voltou a dormir com a irmã.
***
Alguns anos depois, seu vovô se foi. Já tinha se acostumado com tudo aquilo de novo. Mas também havia se habituado com toda a situação nova e com o avô perto da família em seus últimos dias, pedindo atenção como uma criança frágil. E o quarto, ah, ele não era mais seu. Não mais lhe pertencia, até já tinha o esquecido. Impulso amortecido. Inércia. Mas, estranhamente, quando viu aquele quarto vazio, à espera de outro corpo para ocupá-lo, sentiu um prazer como nunca supunha em sã consciência que esse troço existisse. O prazer. De verdade. Maior do que aquele que teve quando pegou as chaves do primeiro apartamento onde morou, quando decidiu sair da casa de seu pai. E abandonar aquele quarto que não era já tão alvo. E nem tão branco. Mas era seu. E sempre será seu.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
tape de Herança
Eu tenho fitas e fitas e fitas cassetes. Comecei a gravar as fitas na adolescência e as guardo até hoje. As fitas, para mim, são como os vinis para tantas outras pessoas. Claro que elas não têm qualidade sonora. [na época, as gravações eram feitas do vinil e, em muitas fitas, eu consigo escutar a agulha, a mudança de faixa do vinil na gravação. Uma beleza...]. Claro também que elas não tem o mesmo glamour que os vinis. Mas para mim, as fitas representam uma fase muito boa da vida. É um símbolo. A fase em que eu passava semanas selecionando músicas para gravar nas fitas para mim ou para presentear alguém muito especial. E esta pessoa tinha que ser especial para caralho, aliás. E, claro, ganhar uma fita também era muito bacana. Ver as letras da pessoa na capinha, o máximo! Ah, e por falar em capinha, o lance era fazer uma puta capa “arte”. Lembranças boas... Tinha também aquelas gravações para simplesmente impressionar alguém com o meu “bom gosto musical”. (rá). E não é que lendo a TPM desse mês, na seção Badulaque, da Nina Lemos, as suas colaboradoras “motherns” tocam no assunto. Elas fizeram uma enquete entre as amigas que já são mães: se a única herança que você pudesse deixar para seu filho fosse uma fita dessas, que música não poderia faltar e por quê?
Resolvi perguntar para as minhas amigas que já são mães e as que querem ser. Algumas responderam. Olha que legal:
Geísa, cantora e mãe do Francisco: “Mal de Mil”, do Djavan. “Essa canção não tem nenhuma história ou relação com determinada pessoa, ou lugar, ou situação, enfim... É apenas uma canção que me faz sentir tamanho bem-estar, que me faz viajar... e eu adoraria que meu filho, além de ouvi-la, pudesse também tocá-la e até mesmo cantá-la maravilhosamente bem”.
** A Geísa confessou que não curtia muito tape não, porque conseguia ficar absolutamente atrapalhada para achar as faixas... (rs).
Aline, publicitária e mãe do Enzo: “You are my sunshine”, do Bob Marley. “Amor de mãe é simples, infantil, não é romântico... Diz a lenda que ele escreveu para o filho dele e, depois que se tem o filho, a gente fica sem o sol, mas não sem o filho”.
** Lindo isso, né? É resposta de gente sensível como a Aline...
Michele, jornalista e mãe da Letícia e do Augusto: “Boys don’t cry”, do The Cure. “Sem dúvida”.
** A Mi é prevenida. Fez questão de escrever que deixaria um Cd, porque eles não teriam aparelho para escutar a fita... (rs).
Flávia, auxiliar administrativo e mãe do Rê (o Renato): “Meu amigo Pedro”, do Raul Seixas.
**A Flá não justificou... Mas falou que ficou super em dúvida, deixaria também alguma do Engenheiros do Havaí, ou do Bob Dylan, ou do The Doors...
Rosana, publicitária e mãe do Diego: “Oração ao tempo”, do Caetano Veloso. “Acho que a poesia dessa música define um pouco o significado de nossa passagem pela terra, quero que meu filho lembre sempre que, ao final, para o bem ou para o mal, o tempo é o senhor de nossas vidas, só ele é capaz de nos dar inúmeras chances para recomeçarmos, somente ele nos faz aprender, reconhecer, e jamais desistir de absolutamente nada, nem de nossos sonhos mais loucos, porque, quem sabe? Só o tempo vai nos dizer. E em segredo...”
** A Ro tem uma história muito legal. Quando o Diego fez 18 anos, ela o presenteou com diários, escrito por ela, sobre a vida dele, desde os seus primeiros dias de vida. Ele não sabia que ela fazia isso e ficou super ultra mega emocionado quando foi presenteado. Do caralho, né?
Dani, farmacêutica, mãe da Giulia: “Vapour Trail”, do Ride e “Será”, da Legião Urbana. “Vapour Trail por ter marcado uma época boa, de mudanças e, pensando na letra... todo meu tempo é muito mais dela do que meu... “Será”, nem precisa de muita explicação”.
** Para a Dani, falei que podia escolher duas músicas... (rs)
Márcia, jornalista, mãe da Amandinha (a Amanda): “Deixaria a gravação dela cantando o hino do São Paulo. É um momento importante, reflete uma tradição familiar...”
** A Marcinha que não tinha recebido o meu e-mail e, no fim, deu uma resposta rápida depois da minha “pressão”... Mas fiquei curiosa em escutar a Amandinha cantando.
E,
Eu também pensei na pergunta. E, um dia, se eu for mãe, acho que deixaria gravada na fita a música “La La Love You”, do Pixies. Gravaria essa canção por causa da banda. Pixies é uma banda que eu acho feliz, “up”, com uma sonoridade única e letras malucas. A minha filha ou meu filho vai PRECISAR conhecer. Afinal, como dizem, a vida, às vezes, pode estar uma lama, mas a trilha sonora tem que ser boa (sempre)! Acho que só Pixies pode fazer com que ela ou ele entenda o significado dessa mensagem e consiga seguir em frente...
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Começa amanhã...
Foto: DivulgaçãoAlexandre “Sesper” Cruz mapeia a arte do skateboarding brasileiro e lança projeto RE:BOARD em São Paulo
São Paulo, julho de 2009 - O artista, skatista e músico, Alexandre “Sesper” Cruz, lança o projeto RE:BOARD nesta quarta-feira, 22 de julho, na Matilha Cultural, em São Paulo. Com o intuito de sedimentar a identidade artística do skate no Brasil e registrar sua história, a pesquisa para o RE:BOARD deu origem a um documentário e uma exposição.
O evento marca o início da exposição de um acervo de mais de 200 decks, incluindo arte final e estudos de inúmeros trabalhos clássicos expostos e, pela primeira vez em São Paulo, uma retrospectiva da obra de Billy Argel, a Deckographia, que fica em cartaz até 26 de agosto, na Matilha Cultural. Billy Argel é um dos artistas mais importantes do skate brasileiro, além de ser skatista e guitarrista da banda Lobotomia. Produziu os mais famosos modelos de shapes da década de 80, reconhecido por formatar grande parte da identidade visual do skate no Brasil.
Durante a première, os convidados terão acesso ao documentário RE:BOARD, de 75 minutos. Depois disso, o filme estará disponível em sessões semanais, abertas ao público. Segundo Sesper, o documentário não é uma pesquisa cronológica das artes produzidas para os decks no Brasil. “O foco do filme é o estilo de vida e visões atuais de artistas envolvidos com a criação de artes para shapes de skate e que, por consequência, criaram a identidade das marcas por onde passaram, com uma visão mais analítica da geração”, detalha.
O documentário RE:BOARD registra depoimentos de alguns skatistas e colecionadores que viveram todos esses anos de skateboarding, desde os anos 70, em parceria com os artistas que formataram a estética do esporte que é o segundo maior em número de praticantes no Brasil. Nomes como Alex Hornest, Alexandre Vianna, Arthur Vicente, Billy Argel, Binho, Bruno Leonardo, Danielone, Fabio Ahmad, Fabio Bolota, Felipe Motta, Fernando Frazi, Flavio Samelo, Giuliano laruccia, Jorge Kuge, Lecuk, Magoo Felix, Marcelo Barnero, Marco Ubaldo, Marcola, Nilton Neves, Ragueb Rogério, Ratones, Ricardo Pingüim, Roger Mancha, Speto, Tinho e Thronn deram sua contribuição à pesquisa, que é um mergulho na total interação entre arte, estilo de vida e skate.
A trilha sonora do documentário RE:BOARD é composta, exclusivamente, por artistas brasileiros em trabalhos instrumentais. São eles: Apolônio, Baoba Stereo Club, Bodes e Elefantes, Elma, Eu Serei a Hiena, Garage Fuzz, Gigante Animal, Guizado, Lobotomia, M.Takara, Mamma Cadela, Notwork, Presto?, Twinpine(s), Vallejo x Sunset.
Conceito http://reboard.blogspot.com
A idéia de fazer um projeto como o RE:BOARD surgiu nos anos 80, bem na época em que os primeiros models de skatistas profissionais brasileiros eram lançados, campeonatos aconteciam e jovens skatistas consumidores sonhavam em ter tudo o que havia nas skateshops. Nesta época, o gráfico para skate deck traduzia revolta, crítica, energia, criatividade, amizade, união e atitude, acima de tudo.
Tratava-se de um período em que um simples deck de skate silenciosamente influenciava uma geração. “Era a tradução extrema do que os jovens e adolescentes pensavam”, conta Sesper. É possível afirmar que várias marcas e atletas conquistaram o reconhecimento devido a qualidade de artistas nacionais que, literalmente, se entregaram de alma à uma superfície artística específica absolutamente pelo amor ao esporte e ao próprio suporte: uma madeira prensada de sete folhas que nem sempre tinha um bom acabamento, com curvas que atrapalham na hora de desenhar ou silkar.
A principal idéia do RE:BOARD é dar referência às futuras gerações de skatistas, artistas, empresários, fabricantes e até mesmo entusiastas, assim como criar um suporte para entender e participar desse complexo diálogo do mercado, repleto de dificuldades e alternativas por conta da falta de recursos e tecnologia. No entanto, por meio dessa pesquisa, descobre-se que, mesmo sendo industrializado para os padrões nacionais, muitas vezes o produto beira o “faça você mesmo”. E, ainda com toda essa dificuldade, o mercado brasileiro transborda criatividade, técnica e originalidade.
“Divulgando, distribuindo o DVD do documentário e abrindo a exposição ao público gratuitamente, temos a pretensão de que o RE:BOARD seja o ponto de partida para uma nova fase de influência para artistas e skatistas, e além disso, desejamos que nas próximas décadas ainda possamos colher frutos e recordações como no passado, que foi marcado por esforço e paixão ao skate, finaliza o criador do projeto, Alexandre “Sesper” Cruz.
Alexandre “Sesper” Cruz
Artista brasileiro que passou sua adolescência absorvido pela música e pelo skate, construindo rampas, criando fanzines que documentaram a cena de skate art, em São Paulo.
Seus interesses foram influenciados pela colagem, pela poster art que o levaram a desenvolver campanhas pela cidade no final dos anos 90. Sesper é conhecido pelo seu mix artístico que o leva a usar material reciclado e madeira como superfície para suas pinturas a acrílica e látex, utilizando também colagem na sua grande parte.
Sesper é membro do coletivo brasileiro Famiglia Baglione. Tem participado e registrado inúmeros live paitings e instalações em galerias no Brasil e no mundo. É dele também a arte do álbum Future Chaos, de Bomb the Bass, que retornou à cena musical depois de 14 anos do disco “Clear”.
Além de sua relação com as artes, Sesper é vocalista de uma das principais bandas de hard core nacional, a Garage Fuzz, desde 1991. Mas também atua em outras bandas como Ovec, Psychic Possessor, Safari Hamburgers e Paura, bem como em projetos, como Notwork, Instrospective, Lofi Experiments, Vallejo X Sunset, 5 Gas Question, Fliptop e outros.
RE:BOARD na Matilha Cultural
Lançamento do filme + expo
Abertura: quarta-feira, 22 de julho, das 17h às 22h
Chegue cedo; entrada conforme lotação
RE:BOARD no Cinema da Matilha
De 25/07 a 26/08
Quartas-feiras, às 19h e sábados, às 18h
Sessões extras divulgadas no site
Língua original: português
Tempo: 75 minutos
Matilha Cultural
www.matilhacultural.com.br
Horário de Funcionamento:
Terça-feira a sexta-feira, das 11h às 20h/ sábado e feriados, das 12h às 18h
Endereço: Rua Rego Freitas, 542, Centro - São Paulo - Brasil
Telefone: +55 11 3256.2636
Informações Cartaz Comunicação
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Da série 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 38
38*. To love U
Every little thing is important
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Da série 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 37
37*. Destiny
In time, I´ll belong to you / How it´s always been
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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