domingo, 18 de novembro de 2012

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Leaves Floating - (chapter I)

In that afternoon, we were drinking tea. In fact, just I was drinking tea. I didn’t remember what type of tea was, but I can remind the smell and also the colour of the herbs which mixed up together formed a warm light green liquid inside the cup. I could see the reflection of my face in that and although I’ve already sifted it; some leaves from the herbs were still in. There were also leaves from trees floating in the plastic pool in the garden where we were sat in the old glass table beside of that. Our backdrop exposed that the summer was almost finishing. I took a mouthful of tea and she did the same as me but with in her typical cup of coffee with milk, not much sugar.

When I saw her drinking outside in the yard she looked much better than our last meeting on the beach. Despite of the leaves and their feeling of melancholy and the a little bit cold weather the day was alive with brilliant brown and green colours for everywhere, at least, in that garden with big trees and a lot of space. She wasn’t totally happier but she was focused in herself, thinking about her future and her abilities. She was more talkative and, somehow, closer to me. Yes, she was my best friend when I was living in Australia despite of I saw her only a few times. I know it is insane but I learnt – by the worst way – that people you suppose you really know can surprised you and, sometimes, even pretend to you. So, I can say that she– who is a person that I really didn’t know very well – was my great and enjoyable friend in there.

She is from Italy, or rather, North of Italy. In the past, that area was belonging to Germany and, for that reason, her first language is German. However, she can speak Italian and, of course, English. She is younger than me and she has a boyfriend. In her place she used to enjoy dancing Carnival and she likes drinking, smoking and listening good music, including rock music, such as me. She likes The Strokes. Do I need to say anything else? Well, I think so. When I met her I was in my English class and she started to study in the same class as me and, for some reason, she sat in my side – when there were other empty chairs in the classroom. At the beginning, I was very concentrate in myself and in my own books and I didn’t realize her presence.

I was reading with my head and my eyes lowered, waiting for the usual introductions of new students in the class and I wasn’t interested in it all, but when she started to talk about her place I raised my eyes from the notebook and, by the corner of them, I could see her feet under the table. When I saw the chubby white feet with little brown dots, I was really surprised and was looking forward to seeing her. I was totally terrified. For my surprise she really reminded me my best friend in my youth. I lost my best friend forever. She passed away. I was only 14.

...

I tried to stop looking at her, but was almost impossible thing. I couldn’t.






















...


My friend passed away when she was riding her bicycle. That is true. One stupid way to die, isn’t it? She was so young and filled of energy. She died one day after our ceremonies elementary school graduation.



















[Continua.....]

[I'll write more later...]





















sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

a Carona



Uma vida no banco de trás e as delas, uma ao lado da outra. Foram tantos os anos assim, mesmo à distância...

Vontade de chorar de repente ao ver a amiga dirigindo o carro, se oferecendo a ir pegá-la no trabalho. E ela só consegue pensar se o pranto é em razão de a maturidade ter a deixado pateta?

- É apenas um querer de retornar preso na boca, que as moças engolem.

- É, porque o tempo jaz. Ele não volta...

Apenas o lar é aquele que espera. Nada mais espera.

A resenha da vida em 20 minutos.

Momentos suficientes para saber que foram obrigadas ao costume da solidão. No casulo de seus corações. Nas mentes inquietas – herança dos 17 anos. Poucas palavras para explicar.

Uma vida ao lado da outra, na estrada e suas curvas.


E o piloto automático.

Um aperto que massacra aos pouquinhos. É a saudade, o que elas aprenderam, na verdade. Não é patetice. Elas sabem que a única convivência possível é uma prosa em troca de caracteres virtuais... E uma carona, de vez em nunca.

Tempos difíceis.


Da série: 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 42

42*. Garotas
- Ganhar na mega é mais fácil do que escolher biquini.
- É, cruel...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Da série: 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 41

41*. Inseparáveis
Deve ser muito difícil para um homem viver sem sua alma

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Da Série: 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 40

40*. Declaração de Amor
Você devolveu a minha vida acabando com ela

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

carta de separação



É tudo. Menos amor. Deve ser uma nesga de uma migalha qualquer que você dá nome de sentimento. Mas não é. Você não sabe nem o que é isso. E não sabe o que é o amor. O amor não consome o outro. Não engessa o riso. Não finge estabilidade e nem gozo. O amor não destrói. Não estressa. Não expõe os nervos. Não expõe. Não sufoca. O amor não deixa dúvidas. Não existe cobrança ou ameaça quando você ama alguém. Amor não destrói família. Não impõe desejos. Não há imposição. O amor não controla a respiração e muito menos a conta bancária. Não existe monólogo no amor e você não entende. Você fala de amor, você fala excessivamente, mas não sabe nada. Você simplesmente não sabe de nada. Não sabe que o amor não é novela. Não é ditado. Amor não se compra. Você não pode me comprar. Amor não enche só barriga. Alivia a alma. Mas você não sabe. Você perde o seu tempo esbravejando e arquitetando, besteira. Cada amor tem uma história. Você luta de forma insana para ter uma, mas você nunca vai ter, porque, honestamente, você não sabe o que é o amor. Adeus.




***





segunda-feira, 10 de agosto de 2009

mulherzinha de all star




Pequena mulherzinha de tênis all star. Já concluiu o mestrado, mas é tão pequena. Como uma colegial, daquelas tímidas que sentam na última carteira da sala de aula por teimosia. Talvez por um impulso em ser “cool” um tanto quanto [e muito] reprimido. Ela sabe que é tímida e pequena e até mesmo um pouco sem jeito. Ela tem olheiras fundas, usa all star e bolsa jeans desgastada com muitos livros bacanas para a leitura no intervalo das aulinhas chatas.

Ai. Mas ela já é mestre.

E escreve desenfreadamente em um caderno de 200 folhas. Linha por linha, em uma velocidade frenética que nem se sabe como os dedos conseguem acompanhar o turbilhão de pensamentos. Ela consegue escrever com o ônibus em movimento e seus dedos continuam firmes, as letras bem fortes nas linhas da página do caderno.

Eu estava ao lado dela. E percebi. E não resisti. Fiquei tão curiosa e, de rabo de olho, consegui ler algumas letras, palavras e frases completas! Ela sofre por uma separação. E fiquei tão comovida.

A separação é um bicho que te come viva.

[E você só pensa em porque o dia insiste em nascer...]

***

Ela sofre e, de certa forma, eu sofro por ela. Mas passa. “Tudo passa, o que não passa se perde na fumaça”. Achava essa frase tão idiota. Mas sei que ela faz um puta de um sentido. E quando tudo passa e se perde para nunca mais:

- a gente brinda! MAS SÓ SE FOR AOS PULOS!

...


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Do prazer



Carolina não se lembra bem. Acha que tinha 12 ou 13 anos, no máximo 14. O que ela realmente lembra é que, nessa época, dividia o quarto com a louca da sua irmã. E era uma missão impossível lutar por espaço no guarda-roupa. Quase inútil lutar pela privacidade com aqueles amigos hippies e namorado maluco que invadiam o lugar e suas fumaças. Carol, hoje com seus atuais trinta e poucos anos, se lembra daquele pôster do Raul Seixas do lado da cama. Ela acredita que é por isso que não gosta do Raul Seixas. Uma certa ânsia daquele violão frouxo e daquele olhar... Ler antes de dormir era briga na certa. “Apague essa luz, estou com sono”. Escândalo junto ao pai. A luz apagada e a insônia instalada. Saco. Será que é coisa de irmã mais velha ser mandona e ser muito louca? “Mas como ela consegue ser hippie ao mesmo tempo?” Enfim... Tinha ainda as falações noturnas que deixavam Carolina apavorada. Dormindo, a sua irmã sentava na cama por horas durante a madrugada. Seus livros escolares empoeirados embaixo da cama. Sem espaço. Sem ar. Sem privacidade. Sem calma. Sem dormir. Sem ler. Assim não dava. Dividir quarto com irmã mais velha louca, sonâmbula e egoísta? Carol precisava fazer alguma coisa. Ela queria o seu espaço a qualquer custo. E, no seu próximo aniversário queria de presente de seu pai, móveis. Ele lhe daria os móveis para o quarto, mas ela tinha a missão de desativar um quartinho entulhado com armários velhos, cadeiras frouxas, brinquedos, sapatos. Mãos a obra. Ficou o ano todo se livrando das tralhas e, finalmente, os móveis chegaram. Ela queria colchão de mola, cama de ferro, armário embutido em toda a parede, escrivaninha, cadeira, estante para os livros. Tudo. Ganhou o colchão, a cama, um criado mudo e o armário embutido. Já estava no lucro. “Ai, finalmente!” Mas não foi bem assim, porque o seu avô adoeceu. Ficou muito doente e foi morar em sua casa. No seu quarto. No seu quarto novo. Preparado especialmente. Todo alvo. Branco. E assim foi. Por vários meses o vovô ocupou o lugar. Acabou se acostumando, a dor que o avô sentia era maior que tudo, não poderia competir, também não queria competir. Só uma tristeza em dose dupla, sem gelo. Voltou a dormir com a irmã.

***
Alguns anos depois, seu vovô se foi. Já tinha se acostumado com tudo aquilo de novo. Mas também havia se habituado com toda a situação nova e com o avô perto da família em seus últimos dias, pedindo atenção como uma criança frágil. E o quarto, ah, ele não era mais seu. Não mais lhe pertencia, até já tinha o esquecido. Impulso amortecido. Inércia. Mas, estranhamente, quando viu aquele quarto vazio, à espera de outro corpo para ocupá-lo, sentiu um prazer como nunca supunha em sã consciência que esse troço existisse. O prazer. De verdade. Maior do que aquele que teve quando pegou as chaves do primeiro apartamento onde morou, quando decidiu sair da casa de seu pai. E abandonar aquele quarto que não era já tão alvo. E nem tão branco. Mas era seu. E sempre será seu.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

tape de Herança




Eu tenho fitas e fitas e fitas cassetes. Comecei a gravar as fitas na adolescência e as guardo até hoje. As fitas, para mim, são como os vinis para tantas outras pessoas. Claro que elas não têm qualidade sonora. [na época, as gravações eram feitas do vinil e, em muitas fitas, eu consigo escutar a agulha, a mudança de faixa do vinil na gravação. Uma beleza...]. Claro também que elas não tem o mesmo glamour que os vinis. Mas para mim, as fitas representam uma fase muito boa da vida. É um símbolo. A fase em que eu passava semanas selecionando músicas para gravar nas fitas para mim ou para presentear alguém muito especial. E esta pessoa tinha que ser especial para caralho, aliás. E, claro, ganhar uma fita também era muito bacana. Ver as letras da pessoa na capinha, o máximo! Ah, e por falar em capinha, o lance era fazer uma puta capa “arte”. Lembranças boas... Tinha também aquelas gravações para simplesmente impressionar alguém com o meu “bom gosto musical”. (rá). E não é que lendo a TPM desse mês, na seção Badulaque, da Nina Lemos, as suas colaboradoras “motherns” tocam no assunto. Elas fizeram uma enquete entre as amigas que já são mães: se a única herança que você pudesse deixar para seu filho fosse uma fita dessas, que música não poderia faltar e por quê?

Resolvi perguntar para as minhas amigas que já são mães e as que querem ser. Algumas responderam. Olha que legal:


Geísa, cantora e mãe do Francisco: “Mal de Mil”, do Djavan. “Essa canção não tem nenhuma história ou relação com determinada pessoa, ou lugar, ou situação, enfim... É apenas uma canção que me faz sentir tamanho bem-estar, que me faz viajar... e eu adoraria que meu filho, além de ouvi-la, pudesse também tocá-la e até mesmo cantá-la maravilhosamente bem”.

** A Geísa confessou que não curtia muito tape não, porque conseguia ficar absolutamente atrapalhada para achar as faixas... (rs).


Aline, publicitária e mãe do Enzo: “You are my sunshine”, do Bob Marley. “Amor de mãe é simples, infantil, não é romântico... Diz a lenda que ele escreveu para o filho dele e, depois que se tem o filho, a gente fica sem o sol, mas não sem o filho”.

** Lindo isso, né? É resposta de gente sensível como a Aline...


Michele, jornalista e mãe da Letícia e do Augusto: “Boys don’t cry”, do The Cure. “Sem dúvida”.

** A Mi é prevenida. Fez questão de escrever que deixaria um Cd, porque eles não teriam aparelho para escutar a fita... (rs).


Flávia, auxiliar administrativo e mãe do Rê (o Renato): “Meu amigo Pedro”, do Raul Seixas.

**A Flá não justificou... Mas falou que ficou super em dúvida, deixaria também alguma do Engenheiros do Havaí, ou do Bob Dylan, ou do The Doors...


Rosana, publicitária e mãe do Diego: “Oração ao tempo”, do Caetano Veloso. “Acho que a poesia dessa música define um pouco o significado de nossa passagem pela terra, quero que meu filho lembre sempre que, ao final, para o bem ou para o mal, o tempo é o senhor de nossas vidas, só ele é capaz de nos dar inúmeras chances para recomeçarmos, somente ele nos faz aprender, reconhecer, e jamais desistir de absolutamente nada, nem de nossos sonhos mais loucos, porque, quem sabe? Só o tempo vai nos dizer. E em segredo...”

** A Ro tem uma história muito legal. Quando o Diego fez 18 anos, ela o presenteou com diários, escrito por ela, sobre a vida dele, desde os seus primeiros dias de vida. Ele não sabia que ela fazia isso e ficou super ultra mega emocionado quando foi presenteado. Do caralho, né?


Dani, farmacêutica, mãe da Giulia: “Vapour Trail”, do Ride e “Será”, da Legião Urbana. “Vapour Trail por ter marcado uma época boa, de mudanças e, pensando na letra... todo meu tempo é muito mais dela do que meu... “Será”, nem precisa de muita explicação”.

** Para a Dani, falei que podia escolher duas músicas... (rs)


Márcia, jornalista, mãe da Amandinha (a Amanda): “Deixaria a gravação dela cantando o hino do São Paulo. É um momento importante, reflete uma tradição familiar...”

** A Marcinha que não tinha recebido o meu e-mail e, no fim, deu uma resposta rápida depois da minha “pressão”... Mas fiquei curiosa em escutar a Amandinha cantando.


E,
Eu também pensei na pergunta. E, um dia, se eu for mãe, acho que deixaria gravada na fita a música “La La Love You”, do Pixies. Gravaria essa canção por causa da banda. Pixies é uma banda que eu acho feliz, “up”, com uma sonoridade única e letras malucas. A minha filha ou meu filho vai PRECISAR conhecer. Afinal, como dizem, a vida, às vezes, pode estar uma lama, mas a trilha sonora tem que ser boa (sempre)! Acho que só Pixies pode fazer com que ela ou ele entenda o significado dessa mensagem e consiga seguir em frente...



quarta-feira, 15 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Da série 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 37



37*. Destiny
In time, I´ll belong to you / How it´s always been

terça-feira, 7 de julho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Da série 50 microcontos [com 50 letras] - menos título e pontuação - 34

34*. Coração calejado
Tudo pode acabar em um segundo e ele nem vai se importar...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009